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Você fornece feedback aos seus jogadores sobre seus dados de monitoramento do treinamento? Se não, é hora de começar a fazer isso!

Um recente estudo publicado na International Journal of Sports Physiology and Performance confirmou que os principais motivos para os inadequados níveis de envolvimento dos atletas e adesão aos sistemas de monitoramento da carga de treinamento foram: o feedback insuficiente e as percepções de tomada de decisão não muito clara ou injusta sobre as modificações do programa de treinamento (1). A importância desse processo de monitoramento é ressaltada devido a facilitar a avaliação e o ajuste de práticas para otimizar os resultados de desempenho e reduzir os riscos de lesão, buscando aumentar os níveis de assertividade (2).

Anteriormente, Saw et al. (2) buscaram entender os fatores que influenciavam a implementação dos sistemas de monitoramento da carga de treinamento por meio de escalas de autopercepção. Os autores recomendaram que este processo obtenha dados significativos e de qualidade do atleta com uma “perturbação” mínima do mesmo. Isso significa uma consideração cuidadosa na seleção, no número e na frequência das perguntas, juntamente com uma utilização efetiva da tecnologia. O clube e os membros da Comissão Técnica então teriam um papel de facilitar a implementação das medidas de autopercepção através do investimento contínuo em pessoal e recursos (técnico-científicos), e estabelecendo uma cultura positiva através da educação e confiança no processo. Tal cultura é ainda apoiada pelas percepções e ações dos usuários finais, no caso os atletas (2). Pois os atletas se beneficiam ainda mais do uso das escalas de autopercepção com o desenvolvimento da motivação, do conhecimento e das habilidades para usar as informações coletadas pelo sistema de monitoramento da carga de treinamento de forma efetiva, ou seja na sua prática profissional (3).

Além disso, quando foram analisados clubes profissionais de futebol do Reino Unido (ou seja, English Premier League, English Championship, Scottish Premier League), Estados Unidos (Major League Soccer), Espanha (La Liga), França (Ligue Un), Itália (Serie A), Holanda (Dutch Eredivisie), Alemanha (Bundesliga 1), Suíça (Super League), e Austrália (A League). Dentre as barreiras percebidas para a eficácia de implementação do processo, os Profissionais dos clubes destacaram que a adesão dos Treinadores é um fator crucial para um eficaz monitoramento da carga de treinamento. Além disso, recursos humanos insuficientes e baixa sensibilidade das medidas obtidas pelos testes de campo foram apontados como fatores que limitam o efeito do monitoramento sobre as lesões e o desempenho (4).

E no Brasil, essas percepções se repetem ?

REFERÊNCIAS:

  1. Neupert EC, Cotterill ST, Jobson SA. Training monitoring engagement: an evidence-based approach in elite sport. Int J Sports Physiol Perform 2018 Jun 28:1-21. doi: 10.1123/ijspp.2018-0098. [Epub ahead of print].
  2. Saw AE, Main LC, Gastin PB. Monitoring athletes through self-report: factors influencing implementation. J Sports Sci Med 2015 Jan;14(1):137-46.
  3. Saw AE, Main LC, Robertson S, Gastin PB. Athlete self-report measure use and associated psychological alterations. Sports (Basel) 2017 Jul;5(3):54.
  4. Akenhead R, Nassis GP. Training load and player monitoring in high-level football: current practice and perceptions.  Int J Sports Physiol Perform 2016 Jul;11(5):587-93.

Agradecimento:

Agradecemos ao Prof. George Nassis pelo compartilhamento dos estudos 1 e 4, sendo este último de sua autoria.

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